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Os dois corpos encontrados no bairro Colônia, na Zona Leste de São Paulo, dias após a repercussão de uma tentativa de sequestro de uma criança em Guaianases, foram identificados como sendo da mãe do menino e de seu ex-companheiro. A Polícia Civil investiga se o “tribunal do crime” — sistema de julgamento paralelo e ilegal conduzido pela facção PCC — foi o responsável pela execução do casal.
De acordo com as investigações do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o ex-companheiro da mulher, identificado como Hamilton, planejou a ação para retirar o garoto da guarda da mãe, Carolyn. Hamilton, que manteve um relacionamento com Carolyn e tinha forte vínculo afetivo com o menino, alegou ter tomado conhecimento de supostos episódios de maus-tratos contra a criança e, por isso, decidiu raptá-la.
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Dinâmica do crime e o comparsa preso
Para executar o plano, Hamilton cooptou um comparsa, identificado como Lucas. O plano, no entanto, falhou após a reação de testemunhas. Lucas foi preso no último dia 19 de junho, no Centro de São Paulo, após ser reconhecido por policiais militares durante um patrulhamento de rotina.
Em depoimento, Lucas admitiu a participação e revelou detalhes do dia do crime:
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Reação popular: Após a tentativa frustrada de levar a criança, Hamilton e Lucas foram retirados do táxi em que tentavam fugir e agredidos por moradores do bairro.
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Fuga: Lucas conseguiu se desvencilhar da multidão e fugir do local, enquanto Hamilton e Carolyn sumiram logo em seguida.
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Medo de morrer: Ao ser preso, Lucas não resistiu e confessou aos agentes que estava se escondendo no Centro por medo de ser morto. Com a forte repercussão das imagens do sequestro nas redes sociais, ele sabia que estava jurado de morte tanto por moradores quanto pelo crime organizado.
Os corpos de Carolyn e Hamilton foram localizados dias depois com marcas severas de espancamento e sinais de asfixia mecânica.
Atuação do ‘tribunal do crime’
A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que a repercussão do caso e a confusão gerada no bairro chamaram a atenção de integrantes do PCC que dominam o tráfico na região. O “tribunal do crime” consiste em sessões clandestinas onde a facção sequestra, “julga” e executa desafetos ou pessoas que chamam a atenção da polícia para as suas áreas de atuação, sem qualquer direito à defesa.
Andamento das investigações
O caso segue sob sigilo e os trabalhos estão divididos em duas frentes:
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A tentativa de sequestro: É conduzida pelo 44º Distrito Policial (Guaianases). Além de Lucas, um segundo suspeito de participação no rapto foi preso temporariamente e indiciado na semana passada.
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O duplo homicídio: Fica a cargo da 1ª Delegacia de Proteção à Pessoa do DHPP, que agora trabalha para identificar os autores das agressões e os responsáveis por ordenar e executar a morte do casal.



















































